- Tarefa macro
- Um passo do processo que vale registrar para o cliente — não é apontamento de hora nem subtarefa técnica.
Sai de duas origens: o modelo de fases (o que toda implantação tem) e o escopo do card (o que este cliente comprou).
- Escopo do cliente
- A leitura dos campos do card que descrevem o que foi vendido.
Campos usados: Tipo de Implantação, Classificação da Implantação, Produtos Cobmais Contratados, integrações a serem Ativadas (Prontas para uso), Como será feito a importação dos dados do Credor, Existe migração de dados de outro sistema. Campo em branco aparece marcado como pendência de preenchimento.
- Chave da tarefa
- Identificador estável, do tipo produto:whatsapp ou fase:kickoff_agendar.
É o que permite reler o plano de implantação quantas vezes quiser sem duplicar tarefa nem perder o que já foi marcado. Se um produto for retirado do card, a tarefa dele desaparece do checklist mas o histórico continua no comentário do Pipefy.
- Progresso
- Fração das tarefas concluídas, ignorando as marcadas como «não se aplica».
progresso = concluídas ÷ (total − não se aplica)
É progresso de checklist, não de prazo: 80% das tarefas feitas não significa 80% do tempo decorrido.
- Pendência de fase anterior
- Tarefa de uma fase que o card já deixou para trás e que continua pendente.
A ordem das fases vem do próprio Pipefy, não de uma lista fixa aqui. É o número mais útil da tela: mede o que passou batido, não o que ainda vai acontecer.
- Fase passada / atual / futura
- Comparação entre a fase da tarefa e a fase em que o card está agora no Pipefy.
- Registrado no Pipefy
- A tarefa gerou um comentário no card, e o id desse comentário ficou guardado.
Concluir sem registrar é permitido e aparece marcado como «não registrado» — a tela nunca deixa parecer que registrou quando não registrou.
- Marca «#chave»
- O trecho no fim de cada comentário escrito pelo painel.
Serve para separar comentário do painel de comentário de pessoa e para reconstruir o histórico lendo só o Pipefy, caso a base do painel seja perdida.
- Modelo de tarefas
- A lista de tarefas por fase e por item de escopo, guardada na tabela tarefas_modelo.
Editável em tarefas-config.html pela coordenação. Item de escopo que ainda não está no modelo entra com o texto padrão e aparece contado — nunca é descartado em silêncio.
- Plano de implantação
- O .docx escrito depois do kickoff. O painel lê a estrutura do documento — títulos «Fase N» com «Tarefas macro», ou tabelas «Fase | Período | Entregas» — e monta o checklist a partir dele.
A leitura é estrutural, não interpretativa: o mesmo documento sempre produz a mesma lista. O arquivo é lido no seu navegador e não sobe para servidor nenhum; o que é gravado é a lista que você confirmou na tela.
- Complemento do escopo
- O Pipefy tem a lista fechada do que foi vendido («DISCADOR»); o plano diz qual é («Discador 3C»). O chip azul ao lado do item é literalmente o que o plano escreveu a mais.
Quando o casamento vem de uma só palavra em comum, aparece como «possível referência — confira» em vez de afirmar. Item de nome genérico fica sem complemento em vez de casar com qualquer frase.
- % do escopo entregue
- Fração dos itens vendidos cujas tarefas estão todas concluídas.
entregue = itens com todas as tarefas feitas ÷ itens com ao menos uma tarefa
Item sem nenhuma tarefa ligada não entra no denominador e aparece contado à parte como «sem tarefa ligada» — senão o percentual ficaria bonito por omissão.
- Janela do plano
- A data prevista de início e fim de cada fase, lida do plano.
Plano que só diz «Dias 11–40» ainda serve: o dia 1 é ancorado no kickoff registrado no Pipefy e a linha aparece marcada como calculada. Plano sem data nem intervalo não gera cronograma — e a tela diz isso em vez de desenhar uma barra inventada.
- Situação do projeto
- Atrasado, atenção ou no prazo. A regra é aplicada nesta ordem, e o motivo aparece escrito na tela:
1. tarefa com prazo do plano vencido → atrasado
2. fase que passou da janela com tarefa aberta → atrasado
3. % da janela consumida − % de tarefas feitas > 20 → atrasado
4. mesma diferença > 10 → atenção
Comparar tempo com tarefa é aproximação, por isso vem em terceiro: evidência de data vence estimativa. Tarefa sem prazo não é «no prazo» — é sem prazo, e aparece contada separada.
- Dias além do fim previsto
- A faixa hachurada que passa do fim da barra no cronograma.
dias = hoje − fim previsto da fase
Atraso é fato de tempo, então aparece no eixo do tempo, e não como uma cor competindo com «concluído» — o que também mantém o gráfico legível para quem não distingue vermelho de verde.
- Trilha de treinamento e turma
- As quatro trilhas são padrão: primeiro acesso e importação, operação/telecobrança, supervisão, supervisão avançada. Cada uma tem chave fixa, então o mesmo treinamento citado em dois lugares do plano é um só.
quantas turmas = decisão do time, pelo tamanho da equipe do cliente
O documento não diz quantas turmas serão, então o painel não chuta: o botão «+ turma» cria uma tarefa própria, que pode ser concluída e registrada no Pipefy separadamente.
- Risco (fila de atenção)
- Soma de parcelas nomeadas, não score fechado. Cada etiqueta no cliente mostra o que somou e quanto.
Os pesos ficam na tela do modelo, seção «Pesos do risco». Discordar de um peso é editar um número, não discutir com o painel. Item que não se aplica ao board não pontua — card de Produtos não é penalizado por «escopo incompleto», porque esses campos não existem naquele board.
- Movimentação
- Tarefa marcada no painel — não atividade no Pipefy.
parado há N dias = hoje − última marcação de qualquer tarefa do card
«Nada em 30 dias» na tabela por analista é pergunta de processo, não julgamento: pode ser quem está afogado, ou quem trabalha sem registrar. O número diz onde olhar, não quem culpar.
- Carga e cache
- O board do Pipefy é lido nas janelas do dia (padrão 07h e 14h) e fica guardado; entre janelas todo mundo lê do cache.
O que nunca passa pelo cache: o estado das tarefas e o plano, que vivem no Supabase. Marcar tarefa aparece na hora. Quando o painel escreve comentário num card, o cache daquele card cai sozinho. A faixa acima da lista mostra de onde vieram os dados, de quando, e quantas chamadas de API custaram.
- Board de Produtos
- Ali o card já é o item (um WhatsApp, um Portal, uma VPN), então não há decomposição por produto contratado — o checklist é a esteira curta de ativar aquele item.
unidade: item de produto (o CRM conta implantação de cliente)
As duas unidades nunca são somadas num mesmo total. As tarefas casam na fase por trecho do nome, porque esse board tem fases próprias e renomeáveis.
- Não se aplica
- Tarefa que o modelo gerou mas que este cliente não precisa.
Sai da conta de progresso em vez de ficar pendente para sempre. Fica registrada com quem marcou e quando.
- As duas receitas
- O board tem dois campos de dinheiro, e eles não somam na mesma unidade.
Valor de MMR do Contrato → MRR: por mês, recorrente
Valor da Receita não recorrente → valor da implantação: uma vez só
Por isso a tela mostra os dois em blocos separados e nunca num «valor total»: mês somado com evento único produz um número que não corresponde a nada. O único lugar onde se encontram é o ROI, onde o MRR conta o horizonte de meses e o não recorrente entra uma vez — e isso está dito lá. «MMR» é a grafia do campo no Pipefy; o painel casa o rótulo letra por letra, então mantém o nome como está no board em vez de corrigir para MRR.
- Origem do valor
- De onde aquele número de receita veio. Aparece sempre, em cada card e em cada total.
campo do Pipefy > lançado no painel / importado > derivado da tabela de preços
A origem normal é o campo do Pipefy — é lá que o comercial preenche, e é de lá que o painel lê. A tabela do painel existe para exceção e correção. «Derivado» é estimativa (tabela de preços × escopo do card), usada só para não ficar buraco, e sempre marcada como tal. Card sem nenhuma das três fica sem valor lançado e não entra em nenhum total — nunca como zero, porque zero soma e desaparece.
- Correção que vence o Pipefy
- Valor digitado no painel pela coordenação substitui o do campo do Pipefy nos números do painel.
lançado no painel > campo do Pipefy > derivado da tabela de preços
A alternativa era o campo do Pipefy vencer sempre — e aí o painel aceitaria a gravação, responderia «valor gravado» e continuaria exibindo o número antigo: a pessoa acharia que corrigiu sem ter corrigido. Quando os dois discordam, o card mostra os dois lados, com o do Pipefy marcado. O painel não altera o Pipefy: se o número novo é o certo, corrigir no board também é o que impede painel e Pipefy de contarem histórias diferentes.
- Como o valor é lido do campo
- O mesmo board devolve 3.700,00 num campo de dinheiro e 1,000.00 no outro, porque a moeda é configurada campo a campo.
O painel não assume separador: acha o último ponto ou vírgula e conta os dígitos depois dele — 1 ou 2 dígitos é decimal, 3 é separador de milhar. Sem essa regra, «1.500» seria lido como R$ 1,50: um erro de mil vezes que passa batido justamente porque o resultado continua parecendo um número plausível.
- Cache e mudança de campo
- A leitura do board fica guardada numa projeção enxuta, só com os campos que o painel usa naquele momento.
Trocar o campo de dinheiro na configuração torna o que está guardado insuficiente — falta a coluna nova. O painel detecta isso pela assinatura dos campos gravada junto com o cache e recarrega sozinho, em vez de mostrar «sem valor» para o board inteiro com cara de dado inexistente.
- Cobertura de valor
- Quanto da carteira tem valor lançado. É a régua de crédito de toda a aba de valor.
cobertura = cards com valor ÷ cards no backlog
Com cobertura baixa, todo total abaixo dela é um recorte, não a empresa. É por isso que esse número vem antes dos outros na tela em vez de ficar num rodapé.
- MRR parado
- Soma do MRR dos clientes com projeto atrasado ou com etiqueta de bloqueio no semáforo.
Só entram cards com valor lançado. Um cliente grande travado sem valor na base não aparece — e some do número que deveria ganhar a reunião. Daí a insistência na cobertura.
- Tempo por faixa de valor
- Quanto tempo levou implantar cliente de cada faixa de MRR. É medido, não prometido.
lead time = data de conclusão − data de kickoff (histórico de fases do Pipefy)
A barra é a metade central dos casos (p25 a p75) e a marca é a mediana — mediana e não média, porque um cliente que travou seis meses puxa a média e mente sobre o caso típico. Faixa com menos casos que o mínimo configurado vem marcada como «poucos casos»: é indício, não meta.
- Esforço por real de receita
- Quanto de calendário cada mil reais de MRR custou para entrar. Menor é melhor.
dias por R$ 1.000 = lead time ÷ (MRR ÷ 1.000)
Medido de ponta a ponta: os dias vêm do histórico de fases do Pipefy e o valor vem do campo do próprio card. Não há estimativa nem custo/hora nesta conta. É a metade útil do ROI: com um custo/hora único, a ordem seria exatamente esta — o dinheiro só trocaria a unidade.
- Por que não há custo/hora
- Cada analista tem salário diferente, e custo por pessoa faria duas implantações iguais aparecerem com retorno diferente só por causa de quem pegou o card.
O painel viraria um ranking de quem é mais barato, num incentivo ruim — e como analistas têm acesso à tela, custo individual torna salário inferível. Um custo/hora médio único seria legítimo, mas não mudaria nenhuma conclusão: é fator de escala. Fica desligado por opção, e pode ser ligado a qualquer momento em «faixas, horizonte e custo/hora».
- Demorar ≠ render menos
- O tipo de trabalho que mais demora pode ser o que mais rende por dia investido.
Integração desenvolvida leva mais tempo de calendário, mas o contrato é maior — então cada dia de trabalho traz mais receita do que numa carga por planilha. Quando as duas leituras se invertem, o painel avisa na tela, para ninguém cortar o trabalho mais rentável tentando melhorar o prazo médio.
- ROI em reais
- Receita do horizonte dividida pelo custo estimado de entregar. Hoje desligado por opção.
ROI = (MRR × horizonte + não recorrente) ÷ (horas do Capacity × custo/hora)
As horas seriam a estimativa do Capacity por classificação e produto, não apontamento real. Faltando custo/hora ou faltando as horas, o painel não calcula: mostra o que falta. Meio ROI é pior que ROI nenhum, porque parece completo.
- MRR por analista
- Carteira atribuída e entregue, em reais.
É atribuição, não desempenho: o valor conta para quem está no card hoje, porque o Pipefy não guarda histórico de dono — implantação que trocou de analista no meio conta inteira para o atual. Serve para ver distribuição de carteira e onde a receita está concentrada, não para ranquear pessoa.